| Dados Socioeconômicos do Município | |
|---|---|
| Gentilico | Macauense |
| Área de Unidade Territorial | 775,302 km² |
| População Estimada | 31.814 pessoas |
| Indice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM | 0,665 |
| PIB per capita | R$ 18.618,59 |
| Salário Médio Mensal dos Trabalhadores formais | 1,9 salários mínimos |
| Fonte: IBGE | |
A história do município de Macau está diretamente ligada à extração de sal. Documentos do início do século XVII ressaltam as riquezas de suas salinas e a excelência do sal ali existente.
Entre essas salinas, encontravam-se as que viriam pertencer ao Município de Macau. A 20 de agosto de 1605, Jerônimo Albuquerque concedia aos seus filhos Antonio e Matias “uma data que são duas salinas que estão quarenta léguas daqui para a banda do norte… nem a terra serve pera cousa nenhuma mas que pera o sal que por si se cria”. “Essas salinas”, diz Luís da Câmara Cascudo, quarenta léguas ao norte, em terras que apenas para o sal se prestam e onde este é formado espontaneamente, pela disposição do terreno “foram identificadas pelo Des. Luís Fernandes como sendo as salinas de Macau”. No século XVIII, a extração do sal no Rio Grande do Norte, então importante centro pecuário, ficou intimamente ligada à produção de “carne-de-sol”, produzida em grande escala pelas “oficinas” instaladas no baixo Açu. Essa indústria primitiva, porém, foi inesperadamente interrompida em 1786 por determinação da Câmara de Natal, sob alegação de que a exportação de carne acarretava prejuízos a Fazenda Real, uma vez que os barcos não pagavam o subsídio de sangue referente à matança do gado. Aquela indústria quase desapareceu então, e o porto das “oficinas” entrou em decadência.
Ainda no século XVIII, a metrópole criou o monopólio do sal e as salinas do Nordeste, especialmente as do Rio Grande do Norte, situadas nos atuais Municípios de Açu, Macau, Areia Branca, Mossoró e Touros, foram relegadas ao abandono, recomeçando a exploração somente em 1802. Entretanto, foi a partir de 1889, com o regime republicano, que a indústria do sal do Nordeste tomou certo impulso, sobretudo no Rio Grande do Norte, onde, em alguns Municípios, entre os quais se incluía Macau, as condições do terreno e dos ventos se apresentam extraordinariamente favoráveis. Com a concessão feita a Antônio Coelho Ribeiro Roma, em 26 de outubro de 1889 para instalar máquinas de exploração e purificação do sal em terrenos devolutos do Rio Grande do Norte, houve uma considerável valorização da região salineira do Estado, cujas riquezas salíferas passaram a despertar maior interesse entre os homens de negócios.
O povoamento de Macau foi iniciado na ilha de Manuel Gonçalves, que em 1825 começou a ser invadida e obstruída pelas águas do Atlântico. A ilha era, nesse tempo, habitada por portugueses, dedicados à exploração e ao comércio do sal. Em 1829, tornando-se impossível a permanência desses habitantes na ilha, decidiram eles transferir-se para outro local, escolhendo então a ilha de Macau, na foz do rio Açu. Os fundadores do povoado de Macau foram os portugueses Capitão Martins Ferreira, quatro genros destes – José Joaquim Fernandes, Manuel José Fernandes, Manuel António Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa – e ainda João Garcia Valadão e o brasileiro João da Horta. Macau é uma corruptela da palavra chinesa Ama-ngao, que significa abrigo ou porto de Ama, deusa dos navegantes. Macau tornou-se Município pela Lei n.° 158, de 2 de outubro de 1847. A Comarca foi criada pela Resolução n.° 644, de 14 de dezembro de 1871. A lei n.° 761, de 9 de outubro de 1875, concedeu à sede do Município foros de cidade. Segundo o quadro administrativo do País. vigente a 1.° de janeiro de 1958, o Município é constituído de um único distrito, o da sede.
Macau é o maior produtor de sal do país e um dos maiores do mundo. Destaca-se, também, na produção de pescado, tanto de água doce quanto de salgada. Abriga pirâmides de sal marinho, as famosas salinas; cata-ventos gigantes; velhos casarões e belas praias.
Fonte: Brasil Channel
